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SUSTENTABILIDADE

Pesquisa da UFJF revela a proteína do futuro com menor pegada de carbono

Estudos destacam a produção de peixes como a fonte de proteína com menor pegada de carbono, emitindo até dez vezes menos gases de efeito estufa (GEE).

Publicado em 23/03/2025 às 11:34

(Foto: Carolina de Paula)

Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) revelam em estudos inéditos o potencial econômico e ambiental da aquicultura no Brasil. Publicados nas renomadas revistas Nature Sustainability e Resources, Conservation and Recycling, os estudos destacam a produção de peixes como a fonte de proteína com menor pegada de carbono, emitindo até dez vezes menos gases de efeito estufa (GEE) que a pecuária.

A pesquisa aponta que a aquicultura utiliza entre 20 e 100 vezes menos terra por tonelada de proteína animal produzida em relação à pecuária, além de ser uma atividade regenerativa. O cultivo de peixes pode ocorrer em áreas já degradadas, ao contrário do gado e da soja, promovendo restauração ambiental e gerando renda em territórios improdutivos.

O Sistema de Aquicultura Recirculante (RAS), que reutiliza água e reduz impactos ambientais, surge como uma alternativa inovadora. Segundo os pesquisadores, o manejo correto desse sistema pode levar a uma produção de carbono zero. Além disso, o uso de espécies nativas na Amazônia apresenta benefícios socioambientais, como a reintrodução de peixes nos rios e a valorização da biodiversidade regional.

Apesar do potencial, a aquicultura ainda enfrenta desafios, como a necessidade de políticas públicas eficientes e mudanças culturais para aumentar o consumo de peixe no Brasil. "Nosso objetivo é que a aquicultura prospere de forma sustentável, especialmente na Amazônia", destaca Nathan Barros, pesquisador da UFJF.

Os estudos também enfatizam a importância de práticas regulatórias e planejamento do uso do solo para consolidar a aquicultura como uma solução climática e alimentar viável. A iniciativa é vista como um caminho promissor para aliar produtividade e sustentabilidade, beneficiando economias locais e ecossistemas.

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