A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Barbacena está reforçando o alerta sobre o risco aumentado de dengue, zika e chikungunya com a chegada do período mais quente e chuvoso do ano. As condições climáticas intensificam a proliferação do Aedes aegypti, e a região ainda enfrenta dificuldades históricas para manter ações consistentes de prevenção — que dependem não apenas do poder público, mas de mudanças reais no comportamento da população.
No próximo dia 29 de novembro, ocorre o Dia D do movimento Minas Unida Contra o Aedes, uma mobilização estadual que pretende envolver moradores, escolas, comunidades e gestores municipais. A proposta é incentivar a limpeza de ambientes e a eliminação de focos que acumulam água parada. Embora amplamente divulgada todos os anos, a ação ainda esbarra na falta de engajamento coletivo e em práticas simples que continuam sendo negligenciadas.
A coordenadora de Vigilância em Saúde da SRS Barbacena, Daniela Siqueira, destaca que o momento exige mais do que campanhas pontuais. Segundo ela, a mobilização é fundamental, mas só produz resultados quando acompanhada de vigilância constante, mutirões frequentes e investigação epidemiológica ativa. Daniela lembra que a SRS e os 33 municípios da região vêm trabalhando no monitoramento de indicadores como o LIRAa, o LIA e relatórios feitos com drone, ferramentas que apontam, repetidamente, os mesmos pontos críticos de acúmulo de água.
Ela também ressalta que a SRS realizou uma reunião com coordenadores municipais em 11 de novembro e segue promovendo visitas técnicas para reforçar orientações. No entanto, a efetividade das ações depende de continuidade, fiscalização e responsabilidade compartilhada. Sem isso, os casos tendem a crescer e sobrecarregar ainda mais o Sistema Único de Saúde (SUS) durante o verão.
A mensagem da SRS Barbacena é clara: cada morador precisa assumir sua parte, eliminando possíveis criadouros diariamente. Mas também é necessário que municípios intensifiquem o combate ao mosquito de maneira permanente, e não apenas às vésperas de campanhas. A prevenção é o caminho mais eficiente, e menos custoso, para evitar novas epidemias.